ABSOLAR Meeting debate a primeira participação da fonte solar fotovoltaica no LEN A-6

Com a participação de mais de 100 profissionais e uma discussão envolvendo grandes especialistas do setor solar fotovoltaico, o ABSOLAR Meeting: LEN A-6/2019 - diretrizes do leilão, conexão e financiabilidade de projetos foi um enorme sucesso!


 
Apesar da baixa demanda de contratação esperada para este leilão, o fato da fonte solar fotovoltaica participar pela primeira vez do LEN A-6 representa um grande passo para o setor e a oportunidade de aumentar a contratação em leilões futuros. Essa conquista foi fruto do intenso trabalho da ABSOLAR junto aos seus associados em diversas reuniões com os ministérios, argumentando a favor do setor.
 
Confira abaixo os principais destaques do evento.

ABSOLAR estabelece pilares para a geração centralizada solar fotovoltaica

Marcio Trannin, Vice-Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, falou sobre o trabalho da ABSOLAR para a inclusão da fonte no leilão e os pilares da associação para a GCFV:
  • Ter a fonte solar fotovoltaica participando de todos os leilões;
  • Manutenção de leilões anuais de expansão da oferta pelo governo federal.


 
Reforma do setor elétrico não impactará contratos vigentes

Lorena Melo, Assessora do Departamento de Planejamento Energético do MME, declarou que os contratos vigentes serão respeitados, não sendo afetados pela reforma que o setor elétrico passa atualmente. Também falou a respeito da importância da estabilidade de contratações, mesmo em cenários de economia menos intensa.


 
Forte competição entre os projetos

Fernando Ortega, partner da Ecotx, fez uma análise dos projetos cadastrados no leilão. Os dados mostram que 75% dos empreendimentos do LEN A-4/2019 também foram cadastrados no LEN A-6. Ortega disse que a tendência de aumento do pipeline de projetos de GCFV não está sendo acompanhada por um aumento equivalente na contratação pelo MME, gerando mais competição entre os participantes dos leilões.
 
Como é feito o cálculo da demanda

Hugo Cintra, Gerente de Comercialização de Energia da CCEE, destacou a importância da participação dos agentes na simulação do leilão feita pela CCEE. Com a oferta mínima de 30% da energia habilitada, Cintra elencou as variáveis que envolvem o cálculo da demanda para cada leilão:
  • Declaração das distribuidoras
  • Oferta
  • Parâmetros do MME
  • Parâmetros da sistemática (fornecido pela ANEEL) 

Durante o debate deste primeiro painel, Fernando Machado Silva, Gerente de Planejamento Elétrico de Médio Prazo do ONS, que estava presente na plateia, informou que a antecipação dos projetos vencedores é viável e que o ONS analisará a infraestrutura existente.




ABSOLAR define objetivos para a fonte solar fotovoltaica

Ricardo Barros, Vice-Presidente de Geração Centralizada da ABSOLAR abriu o segundo painel apresentado os objetivos da associação para a fonte solar fotovoltaica até 2030, que prevê 30 GW de potência e mais de R$ 100 bilhões em investimentos, gerando mais de um milhão de empregos para os brasileiros.

Queda dos custos da energia no mundo aumenta o número de investimentos

Camila Ramos, Diretora da CELA e Vice-Presidente de Financiamento da ABSOLAR, anunciou que em breve a associação fará webinars de financiamento e reuniões com instituições financeiras. Também apresentou dados do crescimento da fonte solar fotovoltaica no mundo:
  • Até 2050, a fonte terá 8 TW de potência;
  • De acordo com o BNEF, o custo da solar fotovoltaica deve cair 37% até 2025
  • Pesquisa da CELA mostra que foram investidos mais de R$ 9 bilhões em solar fotovoltaica no Brasil em 2018
A ABSOLAR, em parceria com a CELA, fez um mapeamento detalhado das linhas de financiamento disponíveis para projetos solares fotovoltaicos no Brasil, com mais de 70 opções. Para ter acesso a esse material, clique aqui.
 
Financiamento por meio de bancos públicos

Fábio Scherma, Chefe de Departamento de Energia Elétrica do BNDES, e Humberto Leite, Gerente do Promoção e Atração de Investimentos e Relacionamento Institucional do BNB, apresentaram as condições atuais de financiamento para solar fotovoltaica do banco e as mudanças que estão por vir. Ambos estão com o prazo de financiamento de até 24 anos.

De acordo com Scherma, as taxas do BNDES estão mudando. Após o período de transição, o valor de referência será a NTN-B. O banco estabeleceu um valor de referência para a energia descontratada do ACL (PLD de referência) de R$ 90,00/MWh, mas está reavaliando este tema.

Leite afirmou que a gestão do FNE já conta com mais de R$ 140 bilhões e financiamento entre 70% e 90% dos projetos.
 
Bancos privados veem grandes oportunidades na energia solar fotovoltaica

As instituições financeiras participantes, em especial Itaú BBA e Santander, demonstraram grande interesse pelo equity e dívida das empresas do setor, principalmente na questão das debêntures incentivadas.

Igor Fonseca, Project Finance do Santander, destacou que as debêntures incentivadas têm sido o principal veículo para projetos de solar fotovoltaica e comentou a importância da abertura de debêntures de infraestrutura para investidores internacionais e fundos de pensão. Em relação ao financiamento de projetos, diferentemente dos bancos públicos, não há exigências de equipamentos nacionais.

Marcelo Girão, Head of Project Finance do Itaú BBA, apresentou cases de emissões de debêntures de infraestrutura e ressaltou que tanto os investidores de dívida quanto os de crédito estão buscando novas opções e correndo mais riscos.
 

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