ABSOLAR participa do Future of Energy Summit | Bloomberg New Energy Finance

A ABSOLAR participou, pelo segundo ano consecutivo, da comitiva brasileira para o Future of Energy Summit 2017, importante evento anual da Bloomberg New Energy Finance que reúne autoridades governamentais e os presidentes das principais instituições privadas do setor energético mundial, para uma análise de tendências e projeções do setor energético nos próximos anos e décadas. A comitiva brasileira de 2017 também contou com a presença do Secretário Executivo do MME, Paulo Pedrosa, que palestrou no painel de diálogo sobre o mercado das Américas, bem como representantes da EPE, Apex-Brasil e empresários brasileiros, incluindo empresas associadas à ABSOLAR. O evento contou com um jantar de networking e relacionamento de negócios para os países da América Latina, com presença de aproximadamente 60 profissionais de mais de uma dezena de países da região.

O evento apontou a tendência mundial de continuidade da liderança de investimentos em fontes renováveis, que, devido às rápidas reduções de custos destas tecnologias, já são a forma mais competitiva de geração de energia elétrica do planeta. Foi dado destaque para as fontes solar fotovoltaica e eólica, que reduziram seus preços nos EUA em 83% e 71% entre 2008 e 2016, respectivamente. As duas fontes seguem tendência similar no restante do mundo e já são comercializadas em diversos países a preços até mesmo inferiores aos de fontes mais antigas. Adicionalmente, o evento contou com dois painéis dedicados especificamente à energia solar fotovoltaica, com foco nos mercados norte-americano e global.

O mercado norte-americano passa por um período de incertezas e turbulências em suas políticas energéticas, especialmente com o início da gestão do Governo de Donald Trump. Porém, com ou sem a proatividade dos EUA, os especialistas e analistas de mercado apontam como inevitável a transição do planeta para uma economia de baixo carbono, promovida por países da Ásia e Europa, pelos esforços do Acordo do Clima da COP 21 e pela vantagem econômica, cada vez mais presente, das fontes renováveis no setor energético global.

O aumento das renováveis nos sistemas elétricos ao redor do planeta tem proporcionado o desenvolvimento de novas soluções técnicas e operativas para a gestão das matrizes, com destaque para os intercâmbios energéticos, previsão de recursos, armazenamento de energia e gestão da demanda.

As estratégias atuais já permitem a incorporação de volumes significativos de energia solar fotovoltaica nas matrizes nacionais, superior a dezenas de GW em diversos países, havendo, no entanto, amplo espaço para novos modelos, capazes de ampliar a penetração das fontes renováveis no portfólio elétrico. Com isso, há uma tendência de incorporação de inovações tecnológicas (exemplo: veículos elétricos, armazenamento etc.), alternativas de mecanismos de mercado (exemplo: precificação e regulação de emissões de carbono, certificados de energias renováveis etc.) e atualizações nos processos operativos das matrizes elétricas (exemplos: flexibilidade operativa, previsão de recursos, gestão de demanda, serviços ancilares etc.), rumo à evolução para uma matriz elétrica do futuro, cada vez mais estável e com menores emissões.
 










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