Congresso Intersolar South America 2019 - 27 de agosto

Abertura Oficial
 
Um dos principais destaques da cerimônia de abertura do congresso foi o LEN A-6 de 2019, em que a fonte solar fotovoltaica participará pela primeira vez, previsto para acontecer no dia 17 de outubro.
 
Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, assegurou que se uma fração dos projetos cadastrados for contratada, será gerada uma competição entre as empresas participantes. No ano passado, o preço médio de energia solar fotovoltaica no leilão A-4 foi de R$ 118,07 megawatt-hora. Para o A-6, a expectativa é que essa faixa de preço seja mantida. Sauaia acredita que o volume de energia terá impacto na conta de energia. “A carga de fotovoltaica representa um terço de todo o leilão. Quanto mais energia o governo contratar, mais será reduzida a conta do consumidor.”
  


Ronaldo Koloszuk, Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, afirmou que a fonte solar fotovoltaica deveria ter sido incluída há muito tempo nos leilões e questionou a quem interessava a não inclusão deste tipo de geração nos certames.
 
Reive Barros, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, destacou que o tempo maior de implementação de empreendimentos fotovoltaicos em relação a eólicos não justificava a exclusão da fonte dos leilões, mas relatou o desafio do MME em gerenciar todas as formas de geração.
 
Koloszuk também criticou a possibilidade da remuneração da GDFV ser reduzida com a revisão da REN 482/2012 da ANEEL. Na visão dele, essa alteração não deveria ocorrer em um mercado ainda não totalmente maduro. “A GDFV ainda é apenas 0,1% das 84 milhões de unidades consumidoras. Retardar esse crescimento interessa só para quem ficou para trás”, assinalou.



 
Mercado Elétrico Brasileiro (ACR e ACL): O papel da fonte solar fotovoltaica
 
O primeiro painel do evento voltado à conteúdos técnicos contou com a participação de grandes autoridades do setor elétrico brasileiro.
 
Thiago Barral, presidente da EPE, destacou em sua apresentação como a energia solar fotovoltaica contribui para os requisitos do sistema, utilizando exemplo gráfico da ponta. Também falou sobre os critérios de suprimento, leilões multiprodutos e o certificado de energia renovável.
 
Reive Barros marcou presença novamente e apresentou perspectivas muito positivas para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, que atingirá a marca de 10 GW até 2030. O Projeto de Integração do Rio São Francisco e a Usina Solar Flutuante de Sobradinho, recém inaugurada, também foram destaques de sua apresentação, mostrando o interesse e incentivo do MME ao uso dessa fonte de energia.
 
Rui Altieiri, Presidente da CCEE, ressaltou que a recuperação da economia brasileira aumentará a contratação de energia por parte do governo. Dados da CCEE mostram que, a cada mês de 2019, cerca de 111 consumidores migraram para o ACL, com destaque para a fonte solar fotovoltaica e eólica. Além disso, disse que a comercialização de excedentes da GD poderá ser uma realidade futura.
 
Luiz Eduardo Batata, Diretor do ONS, exemplificou diversos atributos da fonte solar fotovoltaica, como por exemplo, o fato dessa fonte ter geração altamente previsível. Ele comentou que o ONS está preparado e fazendo diversos estudos para comportar o crescimento da fonte no Sistema Interligado Nacional (SIN) e que a energia solar fotovoltaica deve fazer parte da base da matriz elétrica brasileira na próxima década.

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