03/02/2017

Energia solar deve ter 2017 com aquisições e primeiro gigawatt no Brasil

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Reuters Brasil

O ano de 2017 deverá registrar uma série de movimentações no setor de energia solar no Brasil, com várias usinas contratadas nos últimos anos entrando em operação e também com diversos empreendimentos trocando de mãos, por meio de aquisições, disse à Reuters um executivo do setor.
  
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, o país alcançará neste ano a marca de 1 gigawatt em capacidade instalada em usinas fotovoltaicas, patamar registrado em apenas pouco mais de 20 países.
  
O sucesso, no entanto, poderia ser ainda maior, uma vez que leilões de energia solar realizados pelo país desde 2014 previam quase 2 gigawatts em operação até agosto de 2017.
  
A comemoração também poderia se dar em um momento melhor, uma vez que os investidores do setor ainda digerem o cancelamento, nos últimos dias de 2016, de um leilão que contrataria novas usinas eólicas e solares.

O governo disse que a decisão foi motivada pela queda da demanda por eletricidade causada pela crise econômica.
  
"Vem aí um desafio grande que a gente ainda tem no setor, porque apesar desse começo positivo, tivemos um tropeço importante com o cancelamento do leilão... foi um golpe duro, porque o setor tem que ter previsibilidade da demanda", disse Sauaia, que está à frente da associação que representa a indústria de equipamentos e investidores do setor.
  
Segundo ele, empresas associadas à entidade haviam revelado a intenção de entrar no certame com cerca de 5 gigawatts em projetos. 
  
Mas ao mesmo tempo em que há o forte interesse por investimentos no setor, um grupo de empresas negocia com o governo para cancelar projetos já contratados no primeiro leilão para energia solar, em 2014.
  
"Ocorreu uma mudança brusca e imprevisível no cenário macroeconômico brasileiro que afetou diretamente esses projetos, e é difícil você precificar. Uma turbulência econômica e política... por conta disso os empreendedores estão em diálogo direto com o governo, buscando um caminho, uma solução", disse.   

Sauaia, que antes de atuar na ABSOLAR foi assessor técnico do Greenpeace, além de ter participado de grupo dedicado ao assunto na Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), disse que para atrair os fabricantes é importante também reduzir impostos, o que poderia ser feito com a inclusão de equipamentos solares no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (PADIS), um conjunto de incentivos fiscais federais.
  
Em entrevista recente à Reuters, um executivo da Canadian Solar disse que os painéis da empresa no Brasil saem até 40 por cento mais caros que a importação de equipamentos da China, principalmente devido aos impostos. 
  
"A realidade tributária que o setor está enfrentando criou barreiras que dificultaram o desenvolvimento na velocidade que havia sido programada", afirmou o dirigente da ABSOLAR.
  
Ele também confirmou que a associação negocia com o BNDES uma mudança no programa de conteúdo local do setor, que prevê um aumento gradativo das exigências de conteúdo local em 2018 e em 2020, conforme antecipado pela Reuters na última semana.
  
"Precisaria de algumas adaptações no cronograma e também no conteúdo (local exigido)", apontou.
também com diversos empreendimentos trocando de mãos, por meio de aquisições, disse à Reuters um executivo do setor.
  
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, o país alcançará neste ano a marca de 1 gigawatt em capacidade instalada em usinas fotovoltaicas, patamar registrado em apenas pouco mais de 20 países.
  
O sucesso, no entanto, poderia ser ainda maior, uma vez que leilões de energia solar realizados pelo país desde 2014 previam quase 2 gigawatts em operação até agosto de 2017.
  
A comemoração também poderia se dar em um momento melhor, uma vez que os investidores do setor ainda digerem o cancelamento, nos últimos dias de 2016, de um leilão que contrataria novas usinas eólicas e solares.

O governo disse que a decisão foi motivada pela queda da demanda por eletricidade causada pela crise econômica.
  
"Vem aí um desafio grande que a gente ainda tem no setor, porque apesar desse começo positivo, tivemos um tropeço importante com o cancelamento do leilão... foi um golpe duro, porque o setor tem que ter previsibilidade da demanda", disse Sauaia, que está à frente da associação que representa a indústria de equipamentos e investidores do setor.
  
Segundo ele, empresas associadas à entidade haviam revelado a intenção de entrar no certame com cerca de 5 gigawatts em projetos. 
  
Mas ao mesmo tempo em que há o forte interesse por investimentos no setor, um grupo de empresas negocia com o governo para cancelar projetos já contratados no primeiro leilão para energia solar, em 2014.
  
"Ocorreu uma mudança brusca e imprevisível no cenário macroeconômico brasileiro que afetou diretamente esses projetos, e é difícil você precificar. Uma turbulência econômica e política... por conta disso os empreendedores estão em diálogo direto com o governo, buscando um caminho, uma solução", disse.   
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