17/11/2016

Com geração hidrelétrica ameaçada, Nordeste atrai locação de geradores

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Folha de S.Paulo
 
 
A seca no Nordeste deverá impulsionar o mercado de locação de geradores, afirmam executivos do setor. 

Preocupadas com um possível desabastecimento elétrico, empresas como supermercados, clínicas médicas e hotéis têm buscado alternativas de geração, afirma o presidente da Stemac, Jorge Buneder. 

"Por enquanto, apenas as consultas têm aumentado, mas à medida em que a situação se agrava, deveremos fechar mais contratos." 

Na Aggreko, os pedidos de orçamento cresceram de 20% a 30% na região, diz Pablo Varela, chefe-geral da empresa na América Latina. 

Com a seca, haverá também uma demanda por estruturas emergenciais para a transposição entre reservatórios, segundo o presidente da Tecnogera, Abraham Curi. 

"Assim como ocorreu em São Paulo em 2015, fomos procurados por concessionárias de água da região." 

Para atender à demanda, a Tecnogera iniciou a construção de um centro de distribuição em Salvador, que deverá ser finalizado dentro de até três meses, afirma Curi. 

"Hoje, atuamos na região apenas com uma filial no Rio Grande do Norte. Com o novo centro, a ideia será distribuir a todo o Nordeste e abrir novas unidades na região." 

A primeira delas será em Fortaleza, e deverá ficar pronta até o início de 2018. O investimento da empresa será de ao menos R$ 25 milhões. 

Até onde bate a água 

Situação dos principais reservatórios do Nordeste

Rede de aéreas quer reforçar presença nos próximos meses

A aliança de companhias aéreas Oneworld fará um esforço de marketing para se tornar conhecida no país, depois que pesquisas internas indicaram que brasileiros não são familiarizados com ela. 

Há cerca de dois anos, após a junção com a Lan, a TAM trocou a concorrente Star Alliance pela Oneworld.

A marca, no entanto, ainda não é reconhecida pelos viajantes. 

A cidade de São Paulo é a segunda, depois de Santiago, a ser visitada pelo diretor-executivo Rob Gurney, que assumiu há quatro semanas. 

O crescimento não virá com adesões de aéreas nos próximos cinco anos, diz. "Não haverá grandes mudanças de escala das alianças." 

Em janeiro, a IAG, que também é da Oneworld. O Cade afirmou que o negócio pode ter impacto negativo. 

"Órgãos de outros países aprovaram acordos semelhantes", diz Gurney. 

Aqui me tens de regresso

Com a melhora da perspectiva econômica, fundos estrangeiros especializados em comprar empresas prestes a se tornarem atraentes para venda após uma valorização voltam a negociar no Brasil. 

Conversas entre esses investidores, chamados financeiros, estão mais intensas, diz Rogério Gollo, sócio da PwC, mas como as transações demoram para acontecer, isso ainda não é refletido nos dados de aquisições. 

O volume caiu 21% em 2016. Em outubro, no entanto, a queda em relação ao mesmo mês de 2015 foi de 6%, aponta a consultoria. 

"Em dezembro, deverá haver uma melhora significativa, motivada pelo tempo para fechar os negócios e a mudança no imposto." 

Em 2017, vão aumentar as alíquotas de ganhos de capital decorrentes de vendas de empresas.

Hoje, a taxa é uniforme, de 15%. Ela pode chegar a 22,5%, de acordo com o valor da transação. 


ACORDOS EM PAUSA 

Queda de 21% em 2016

Antes da tempestade

A confiança dos empresários supermercadistas melhorou e, hoje, o nível de otimismo no segmento é semelhante ao de 2013: 23,1%. 

A Apas (associação do setor) aponta que foi a expectativa futura que levantou o índice de outubro, já que a perspectiva sobre o ambiente atual é boa para 18,8% dos empresários. 

O valor do índice é o dobro do verificado há um ano, mas os pessimistas são mais numerosos (34,8%) e o número ainda está baixo se comparado à média histórica. 

Não há indicadores macroeconômicos, como nível de emprego e renda, que indicam que o futuro próximo pode ser mais favorável, segundo nota da Apas. 

O pior momento de expectativas dos supermercadistas foi em fevereiro, quando 4,5% deles estavam otimistas. 

Globalização à brasileira

O Brasil possui relações comerciais amplas, mas pouco aprofundadas.

É o que aponta um levantamento independente que mede o nível de globalização dos países, divulgado pela empresa alemã de logística DHL. 

Em 2015, o comércio exterior brasileiro foi o segundo mais bem distribuído do mundo, com baixa taxa de concentração.

Ficou atrás apenas do Reino Unido. 

Em compensação, na análise que mede a importância das trocas internacionais em relação ao próprio PIB, o país ficou em 136º entre os 140 observados. 

No índice geral de globalização, que leva em conta também fluxos de informação, pessoas e capital, o Brasil ficou na 57ª colocação, uma melhora de seis posições em relação a 2013. 

O líder do ranking foi a Holanda, seguida por Cingapura e Irlanda

Além da fronteira 

Comparação entre países no Índice de Conectividade Global    
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