04/02/2017

Todos em busca de um lugar ao sol

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Diário de Pernambuco

O Sol é a fonte de energia renovável “queridinha” do brasileiro.

Pesquisa do Greenpeace/Datafolha revela que 88% da população têm interesse de produzir a própria energia e 72% gostariam de instalar um sistema de microgeração solar fotovoltaica em casa.

O fator bolso é o principal motivo.

O alto preço das tarifas de energia pesa no orçamento e estimula a busca de alternativas para economizar na conta de luz.

País abençoado pela incidência solar, o Brasil estará entre os 20 países de maior geração de energia solar em 2018. Entre 2015 e 2016, o número de sistemas fotovoltaicos passou de 1.800 para 7.618, atingindo a marca histórica de 57,6 megawatts de potência instalada no país.

Os maiores geradores mundiais são Alemanha, China, Japão, Itália e Estados Unidos. Juntos respondem por 70% desta fonte.

A pesquisa Revolução Energética comprovou que a modalidade de microgeração distribuída estimula cada vez mais o consumidor a  buscar alternativas de gerar a sua própria energia. “O nível de conhecimento ainda é pequeno porque as normas de regulação são pouco divulgadas, mas a facilidade de instalar os painéis solares no próprio telhado, gerar energia e compensar com a distribuidora, estimula as pessoas a adquirirem o próprio sistema”, comenta a coordenadora da campanha de energias renováveis do Greenpeace, Bárbara Rubim.

A microgeração distribuída permite que o consumidor produza energia à distância e repasse o excedente para a distribuidora com desconto na conta de luz.

A pedra do meio de caminho da microgeração solar fotovoltaica é a baixa oferta de linhas de crédito para pessoa física investir nos seus próprios sistemas.

Segundo Bárbara, um sistema de geração para uma casa de quatro pessoas custa em torno de R$ 16 mil, que se paga entre cinco e sete anos com a redução da conta de luz. “O problema não é o valor. É a falta de crédito no Brasil. Na maioria dos bancos, os juros são altos e o financiamento tem que ser amortizado no máximo em dois anos.” O Greenpeace defende que as pessoas usem o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para gerar a própria energia.

Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), aponta o financiamento como um dos aspectos fundamentais para a expansão da geração solar fotovoltaica no Brasil.

Segundo ele, a pesquisa do Greenpeace/Datafolha revela que 140 milhões de brasileiros têm interesse de investir em energia solar se tivessem recursos disponíveis. “O consumidor olha não só pelos aspectos ambientais, por ser uma fonte limpa e renovável, mas tem o apelo da economia de energia. As pessoas que investem em solar reduzem os gastos com energia e aliviam o seu orçamento. As empresas ficam mais competitivas”, afirma.

De acordo com o executivo da ABSOLAR, a tecnologia de produção de energias renováveis está cada vez mais difundida no país, o que reduz os custos e torna as fontes renováveis de energia (solar, eólica, biomassa) mais competitivas.

Dessas fontes, ele aponta o Sol como o recurso mais democrático porque está disponível em todas as regiões do país.

Sauaia aposta na expansão dos sistemas de geração fotovoltaicos neste ano. “Entre 2015 e 2016, o setor cresceu 322%. Em 2016 ultrapassamos a marca histórica de geração de 50 MW. Esse mercado está a todo o vapor.” 

Fontes Alternativas

O brasileiro e a microgeração de energia

•80% dos brasileiros têm conhecimento sobre a possibilidade de gerar a sua própria energia
•72% gostariam de saber mais sobre a microgeração de energia
•85% das pessoas querem gerar a própria energia para baixar a conta de luz
•62% querem gerar a própria energia pelos benefícios ambientais
•53% querem gerar a própria energia para ficar menos dependentes da distribuidora
•72% comprariam um sistema de geração solar fotovoltaica se tivessem crédito
•50% dos assalariados utilizariam o FGTS para comprar um sistema próprio de geração solar
•63% se associariam a uma cooperativa com sistema de energia solar fotovoltaica

Mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil

•2015 1.800 sistemas
•2016 7.618 sistemas
•2017 15. 236 sistemas *     
Capacidade instalada 57,6 MW **
* Projeções da Absolar para 2017
*98,9% são sistemas de microgeração solar fotovotlaica

Matriz energética brasileira

•Biomassa 8,88%
•Eólica 6,53%
•Hídrica 61,38%
•Fóssil 16,8 %
•Nuclear 1,24 %
•Solar 0,01%
•Importação 5,11%

 
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