17/02/2021

Energia solar se mostra uma solução frente à crise hídrica

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Reportagem publicada no Canal Solar 

A matriz elétrica brasileira atual ainda é muito dependente da fonte hídrica. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) aciona usinas termelétricas fósseis emergenciais – mais caras, poluentes e que provocam bandeiras tarifárias amarela e vermelha.

Tendo em vista este cenário, a energia solar é vista como essencial para ajudar a economizar água dos reservatórios hídricos, aliviando a operação da matriz energética nacional e o bolso dos consumidores, bem como contribuir para um Brasil mais limpo, sustentável e competitivo.

Esta é a análise de Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). “A nossa matriz possui, atualmente, mais de 60% da sua potência instalada da fonte hídrica. Sabemos que a mesma depende do ‘bom humor’ das chuvas, de ter ela no lugar certo e com a frequência certa para que possa ser armazenada a aproveitada. Isso é um desafio para nós, considerando os tempos de seca que passamos há pelo menos cinco anos”.

Por isso, de acordo com o executivo, diversificar a matriz no Brasil é fundamental. “O governo começou esse processo no passado com o que chamamos de matriz hidrotérmica, ou seja, colocando as termelétricas emergenciais e suportes para quando faltasse água nas hidrelétricas por conta da falta de chuva. Quais as vantagens dela? São rápidas para se construir, mas são caríssimas para operar e são poluentes”.

“Temos bandeiras amarela e vermelha, 1 ou 2, que podem ser ativas dependendo da quantidade de termelétricas que o operador colocar para rodar. Portanto, quanto mais energia solar e outras fontes renováveis adicionarmos, maior será a diversificação, pois, quando falta chuva tem sol de sobra disponível para gerar energia elétrica e ajudar a diminuir a necessidade de ativar tais termelétricas”, explicou Sauaia.

Em suma, ele destacou que a sinergia entre as duas tecnologias pode contribuir a ter um menor risco de suprimento, ou seja, mais segurança energética, além de ser essencial para auxiliar a ter uma matriz com operação mais barata, competitiva e sustentável – evitando assim a emissão de poluentes que prejudicam a saúde das pessoas e do meio ambiente.

“Esse é um ganho que acontece tanto na energia solar, utilizada de forma centralizada, quanto na GD (geração distribuída), com a vantagem de que na GD temos ainda uma redução de perdas – dado que esses sistemas estão perto dos pontos de consumo – e um alívio na operação nas linhas de transmissão e distribuição”, completou o especialista.
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