04/11/2020

Estação para monitoramento climático na região deve entrar em funcionamento ainda em novembro em Santarém

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G1 

Projeto é uma parceria do Inpe e outros parceiros, incluindo a Ufopa. Estação da Rede Sonda funcionará em uma fazenda na Rodovia PA-370 e auxiliará na coleta de dados.

A rede Sonda, que é um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e parceiros, deve iniciar o funcionamento de uma estação de monitoramento ainda nesta primeira quinzena de novembro em Santarém, no oeste do Pará. A estação é para coletar dados de variáveis ambientais, com foco nas energias renováveis, como a energia solar e a energia eólica.

A estrutura está sendo montada na fazenda Experimental da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), localizada às margens da Rodovia Santarém–Curuá-Una (PA-370), km 37. Uma equipe da universidade vai ajudar na coleta de dados.

Os trabalhos de instrumentação da plataforma estão em andamento. Serão instalados radiômetros, que medem a radiação solar, e o sistema Aeronet, que possibilita medir o aerossol e o vapor da água, instrumentos importantes para o acompanhamento das questões relacionadas ao clima na região, assim como às queimadas.

Também haverá equipamentos para acompanhar a nebulosidade registrada na região, a camada de ozônio e radiação ultravioleta, entre outros instrumentos.

A rede de coleta de dados Sonda (Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais) conta com estações de medição distribuídas por todo o território brasileiro, totalizando 20 estações. As discussões para essa parceria começaram em abril de 2019, por meio da coordenação do curso de Ciências Atmosféricas.

Segundo o professor da Ufopa, Theomar Neves, o investimento em larga escala nas energias solar e eólica no Brasil é inibido pela falta de informações adequadas e confiáveis sobre a disponibilidade e a variabilidade desses recursos. “A importância desse projeto é que o desenvolvimento do Sonda pode reverter essa falta de informação”, destacou.

Entre as metas dessa rede de parcerias estão: formação de uma base de dados de superfície necessária ao levantamento, avaliação e acompanhamento dos recursos de energia solar e eólica no Brasil; apoio ao projeto SWERA (Solar and Wind Energy Resource Assessment) no Brasil; estudo da variabilidade dos recursos de energia solar e eólica no Brasil; desenvolvimento e implementação de diversos produtos e serviços a serem disponibilizados ao público; e formação de recursos humanos na área de interface clima-energia renovável.

Segundo o professor Theomar Neves, o Sonda trará informações para enriquecer o conhecimento local, tanto na formação dos alunos, quanto no auxílio de informações importantes para o plantio e criação de animais. “Com esse projeto, além do fortalecimento da ideia da criação do observatório atmosférico da Amazônia, nossos alunos terão mais aulas práticas e nossos docentes poderão fazer mais pesquisas a partir desses dados, enriquecendo o conhecimento da atmosfera local”, completou Neves.
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