28/04/2016

Iniciativa sela trabalho que já vem sendo desenvolvido há um ano

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 Agência Indusnet Fiesp

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) assinou um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), na tarde desta quinta-feira (28/4), na sede da entidade, para fomentar projetos de energia solar fotovoltaica no estado paulista.

Participaram da assinatura Fausto Cestari, 2º vice-presidente do Ciesp;  Julio Diaz, diretor de infraestrutura do Ciesp;  Pedro Andrea Krepel, 1º diretor adjunto de infraestrutura do Ciesp, Rodrigo  Sauaia, diretor executivo da ABSOLAR, e Nelson Colaferro Junior, presidente do conselho da ABSOLAR.

Segundo Rodrigo, a iniciativa é a formalização de um trabalho que já vem sendo feito desde o ano passado com atuação coordenada em workshops, reuniões, conferências e feiras. “Foram 10 ações realizadas em conjunto para trazer informação de qualidade sobre o setor e o mercado de energia solar fotovoltaica e apresentar novas oportunidades de negócios e redução de custos às indústrias do estado de São Paulo”, disse.

Sérgio Ojima, gerente do departamento de infraestrutura do Ciesp, falou sobre a parceria. “Batalhamos quase um ano para que essa assinatura ocorresse. Já trabalhamos com isso levando informação, conhecimento e desbravando o mercado, além de ajudar os associados a mostrar que existe uma oportunidade, principalmente no setor produtivo.” Para Fausto é uma chance de buscar uma alternativa na matriz energética, com benefício de redução de custo, abrindo oportunidade na cadeia produtiva.

Avanço no setor

Durante o encontro, Sauaia apresentou um panorama do setor de energia solar fotovoltaica e falou sobre as expectativas positivas. “A participação dessa fonte de energia no sistema elétrico brasileiro ainda é muito pequena, sendo só 0,02% do total. Nossa perspectiva é que, em 2030, toda demanda elétrica atendida pela a fotovoltaica seja de 8%”, disse.

Segundo o executivo, esta fonte traz benefícios nas esferas socioeconômica, ambiental e estratégica. “É uma fonte que gera empregos, é limpa, renovável e sustentável e torna-se uma opção de uso, diversificando a matriz energética”.

Ele explicou também que em meados de 2012 o mercado brasileiro começou a explorar este tipo de fonte, com apenas três sistemas de geração de energia. Em 2013, aumentou para 75. O maior nível foi de 2014 para 2015, onde houve um crescimento na produção de 308%. “Até 2050, as áreas que mais vão investir são clientes residenciais, comércio, indústria e poder público.

Sauaia também falou sobre as metas da associação para o setor. O foco é fazer um programa nacional de um milhão de telhados fotovoltaicos até 2025 e inserir o sistema no programa Minha Casa Minha Vida que, na visão da ABSOLAR, trará benefícios econômicos e sócias para a população de baixa renda.

O Governo Federal já estabeleceu dois leilões que estão previstos para ser realizados nos meses de julho e outubro deste ano. “Isso é um sinal de que haverá nova contratação de projetos fotovoltaicos para 2018  e 2019.”

Entraves

Apesar de apresentar grandes oportunidades, Sauaia enxerga alguns entraves. O primeiro deles é a questão tributária. Para conseguir avançar, ganhando competitividade e se tornando atrativa é necessário reduzir impostos. Outro ponto crítico é o financiamento. Nós temos atuado junto a bancos públicos e privados para encontrar alternativas e soluções para melhorar isso”, afirmou.
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