29/01/2015

Mais Sol por um futuro melhor

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Greenpeace realiza financiamento coletivo para instalar painéis solares em duas escolas públicas e mostrar que já podemos usar e abusar do potencial do Sol

São Paulo, 27 de janeiro de 2015 – Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor – e o valor do Sol. Para isso, o Greenpeace vai provar que, hoje, já é possível aproveitar seus raios para gerar energia nos telhados de casas e prédios, beneficiando as pessoas e o meio ambiente. A organização quer instalar sistemas fotovoltaicos – que geram eletricidade a partir do Sol – em duas escolas públicas. Para isso, lança um crowdfunding (financiamento coletivo) detém arrecadar fundos e conseguir viabilizar o projeto.

“Escolhemos realizar as instalações em escolas porque acreditamos no poder transformador e multiplicador da Educação“ diz Barbara Rubim, coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Os jovens e as crianças são o futuro e vamos dar a eles as ferramentas e a inspiração necessárias para imaginar e construir um mundo no qual haja mais energia limpa.”

Os painéis solares que serão instalados na Escola Estadual Professor Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, em São Paulo (SP), e na Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto em Uberlândia (MG), vão gerar mais do que energia limpa e renovável, também vão trazer economia nas contas de luz. Desde 2012, segundo a resolução 482 da Aneel sobre microgeração (Agência Nacional de Energia Elétrica) , os brasileiros têm a possibilidade de gerar sua própria energia.

As escolas de Uberlândia e São Paulo vão receber um sistema que produzirá o equivalente a 55% e 20%, respectivamente, do seus consumos de eletricidade. Com esses sistemas, as duas escolas vão economizar juntas, em média, R$25 mil por ano, valor que será revertido em atividades culturais como viagens, visitas em museus, cursos e muito mais, para os estudantes. Assim, o projeto vai proporcionar para cerca de 1800 estudantes os benefícios da energia solar. 

O ICMS tem que mudar

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um dos fatores que, hoje, faz com que muitos brasileiros continuem na dúvida sobre instalar sistemas fotovoltaicos em suas residências e gerar sua própria energia. Isso porque a forma como o imposto incide na conta de luz do brasileiro faz com que a energia produzida pelo sistema fotovoltaico valha menos, apesar de ser mais limpa do que a que é fornecida pela rede elétrica. 

“Minas Gerais foi o primeiro Estado a alterar a forma de cálculo do ICMS, dando um forte incentivo para que os mineiros possam gerar sua própria eletricidade”, continua Rubim. “Não é a toa que, mais de dois anos após a edição da resolução que permite a microgeração no Brasil, este é o Estado que tem destaque quando falamos sobre energia solar.” 

O Greenpeace acredita que a mobilização e o conhecimento gerados pelo projeto nas escolas ajude o governo do Estado de São Paulo a enxergar os benefícios da energia solar e que ele, por sua vez, passe a também incentivar a fonte e se torne uma voz importante no debate da questão do ICMS. 

Juventude Solar

A primeira instalação de painéis solares realizada pelo Greenpeace aconteceu em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, em 2013. Na oportunidade, cerca de 20 jovens receberam treinamento para ajudar na instalação e subiram no telhado do Centro Comunitário Lídia dos Santos junto com voluntários da organização. O centro oferece cursos aos jovens da comunidade e parte de seu consumo é abastecido com energia solar. Novos treinamentos estão previstos para capacitar alunos das escolas que receberão o sistema este ano para que, cada vez mais, o Sol ajude nossa juventude bronzeada a mostrar seu valor. 

Assista o vídeo institucional do projeto: http://youtu.be/mjyEgxv3sws
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