04/08/2017

"Paraense ainda desconhece vantagens de instalar energia solar ou lâmpadas de led em casa", diz especialista

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G1

Pará e Rio de Janeiro são os estados do Brasil onde o retorno financeiro de um investimento em um projeto de energia solar ocorre mais rápido, garante o engenheiro eletricista paraense Daniel Sobrinho. Segundo ele, embora a energia renovável seja sinônimo de economia e respeito ao meio ambientes, o paraense ainda desconhece as inúmeras vantagens de passar a utilizá-la em casa. O dado foi apresentado na tarde desta sexta-feira (4), no último dia do VIII Circuito Nacional do Setor Elétrico (Cinase), em Belém. 

No Pará, o retorno do investimento em um projeto de baixa tensão vem em quatro anos. Já na Bahia, por exemplo, o investidor começa a perceber que fez um bom negócio apenas em sete anos, explicou Daniel a estudantes da área no evento que ocorreu na capital paraense desde a última quarta-feira. 

O Cinase é o principal evento anual do setor elétrico e foi sediado pela segunda vez em Belém, onde foram apresentadas as principais inovações à sociedade brasileira, e gerados negócios. Sobrinho foi um dos especialistas convidados para palestrar juntamente com outros sete especialistas da região sudeste. Segundo ele, é vantagem instalar um sistema de energia renovável em casa ou na empresa porque o preço da energia não renovável no Pará ainda é o mais caro do país e porque o valor do imposto cobrado na conta de energia no Pará ainda é muito alto. Além disso, no Pará, a radiação para a energia solar é muito boa, garante Sobrinho. 

Segundo o pesquisador, o Pará possui mais de 100 sistemas de energia solar fotovoltaica instalados em residências e comércios. O número ainda é pequeno, mas, enquanto que em 2013 havia apenas 59 projetos em todo o Brasil, em julho deste ano o número chegou a 12.520 projetos de sistema solar segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). A opção pela utilização desse tipo de energia cresce 300% ao ano no Brasil. 

"É um investimento bem mais barato que um carro, mas a falta de conhecimento da população ainda é grande. Muita gente não conhece os benefícios e considera algo inacessível. Uma pessoa que consome 400 quilowatts/hora por mês, por exemplo, pagaria R$ 20 mil em um projeto de energia solar", explica. 

Sobrinho esclarece que o valor da energia solar deve ser calculado pela média do consumo da pessoa. Além disso, quem decide implantar um projeto desse, não deve avaliar o valor desembolsado e sim o valor da economia realizada ao não ter que pagar mais a conta de energia todo mês. "É um investimento para a vida toda e as empresas no Pará dão, geralmente, garantia de eficiência de 25 anos. Ou seja, no 25° ano o sistema tende a estar com pelo menos 80% de eficiência", explica.Hoje, muitos bancos públicos e privados financiam projetos de energia renovável, mas Daniel Sobrinho avalia que tanto o governo quanto esses bancos deveriam oferecer financiamentos a juros mais baratos. "A taxa ainda não é atrativa, é maior que de um carro. Mas se chegasse na taxa de um veículo, com juros próximos de 1%, a aquisição deslancharia", avalia. Segundo ele, se os bancos oferecessem boas taxas para um projeto que custa R$ 20 mil, por exemplo, o consumidor pagaria confortavelmente. 

Economia de energia.

Economia de energia foi um dos termos mais utilizados no Cinase em Belém. Além das fontes renováveis de energia, entraram em pauta as lâmpadas de led, sinônimo de qualidade de iluminação, baixo consumo e, também, segurança. As tradicionais lâmpadas incandescentes saíram de cena - não podem mais ser comercializadas desde o dia 1º de julho deste ano -, e as modernas lâmpadas de led, que as substituem, só podem ser vendidas com o selo do Inmetro, também a partir do mês passado. 

A certificação visa a garantir a qualidade do produto e a economia de energia, principal característica das lâmpadas de led. É que modelos irregulares à venda no mercado oferecem risco de superaquecimento, choque e curto-circuito, alerta a especialista arquiteta especialista em iluminação Juliana Iwashita, do Instituto de Pós-Graduação e Graduação do Pará (IPOG-PA), que também palestrou no evento. 

Segundo ela, a tecnologia led vem mudando a forma de iluminar. As vantagens são tanto para o bolso do consumidor quanto para o meio ambiente, pois economizam energia. "Esse tipo de lâmpada traz, ainda, facilidade de manutenção", explica. 

Juliana informa que o consumidor precisa ficar atento à qualidade do produto. "O ideal é procurar pelo selo do Imetro na caixa e comprar apenas os produtos com a certificação do órgão. O selo indica que aquela lâmpada passou por diversos testes e possui os requisitos mínimos de resistência", explica. 

De acordo com Juliana, uma lâmpada de led pode representar uma economia em cerca de 39% em relação às fluorescentes compactas e de até 85% se comparadas às incandescentes. Fora a eficiência elevada, a outra grande vantagem do led é a vida útil. Comparando lâmpadas da mesma potência e fluxo luminoso, tem-se os seguintes valores: lâmpada incandescente -1.000 horas; lâmpada fluorescente -8.000 horas; lâmpada led -15.000 horas. 
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