15/07/2016

Petrobras cria comitês de controle de diretores para dificultar corrupção

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Folha de S.Paulo

A Petrobras colocou em funcionamento na semana passada seis comitês técnicos que vão obrigatoriamente assessorar seus diretores. O objetivo é aumentar o controle e dificultar crimes como os apontados pela Lava Jato.

Formados por cinco ou sete funcionários da Petrobras, os comitês são estatutários. Os grupos têm a responsabilidade de avaliar e recomendar a aprovação ou não de tudo o que chega para a decisão individual das diretorias.

Os atuais diretores da empresa só decidirão sozinhos os assuntos administrativos, como férias e viagens internacionais, ou o cumprimento de decisões judiciais.

O restante terá de passar pelos seis comitês recém-estabelecidos na companhia.

Os participantes desses conselhos respondem pessoalmente pelas recomendações feitas. A decisão de reduzir o poder das diretorias já havia sido tomada na gestão anterior em janeiro.

"Qualquer projeto tem de passar por um colegiado de pessoas que não se reportam só a mim", diz João Elek, diretor de governança e risco da Petrobras. "Posso achar meu plano brilhante, mas se o comitê vir problema, o projeto terá de ser mudado."
 
O aumento de controle tende a engessar as decisões, como em outras grandes empresas, mas pode ser o preço a pagar no combate à corrupção, à ineficiência e ao desperdício, dizem analistas.
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