27/03/2020

Reformulação nas linhas de crédito para energia solar

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Canal Bioenergia 

Novo modelo de financiamento de equipamentos fotovoltaicos torna a economia na conta de luz maior do que a parcela bancária paga pelo consumidor

Para facilitar ainda mais o acesso dos consumidores brasileiros à energia solar e ampliar os investimentos privados nesta área no País, foram reestruturadas as condições de financiamento oferecidas pelo Portal Solar, em parceria com o banco BV.

Agora o parcelamento pode ser em até 72 vezes e permite que o consumidor instale a geração de energia solar em residências, comércios e indústrias sem a necessidade de desembolso próprio. As mudanças inéditas no crédito também ampliam o prazo de carência para o pagamento da primeira parcela de 60 para 90 dias, justamente para dar tempo do consumidor obter as primeiras economias na conta de luz antes de receber o carnê do financiamento, já que o tempo médio para adquirir um sistema fotovoltaico, despachar, instalar e homologar na distribuidora de energia é de três meses.

Pelos cálculos do Portal Solar, o alongamento do prazo possibilita que a economia na conta de luz será maior do que a parcela do financiamento em cerca de 70% das operações de crédito no contratado.

“Na prática, as pessoas poderão comprar energia solar sem tirar dinheiro do bolso e já se beneficiar com a economia na conta de luz num valor maior do que vão pagar de prestação. É como se você conseguisse um desconto de imediato na sua conta de luz e, depois de seis anos, o sistema de energia solar se pagou com a própria economia na conta de luz”, comenta Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar.

A base de cálculo do Portal Solar para as novas regras de financiamento considerou os preços praticados no mercado, a radiação solar das capitais e as tarifas das distribuidoras de energia que atendem em baixa tensão.

O maior benefício é visto em sistemas de energia solar para contas a partir de R$ 500 por mês, onde, em alguns casos, como no Pará, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo, a economia chega a ser de 10% imediatamente. “Assim, um sistema fotovoltaico que pode economizar para o dono até R$ 650 ao mês possui uma prestação de R$ 590 mensais”, explica Meyer.

Para pequenos comércios, o benefício é ainda maior, chegando a 25% de diferença. No caso de um estabelecimento como uma padaria, a energia solar que poderá gerar economia de até R$ 2.500 ao mês, a prestação seria em torno de R$ 1.850 mensais.

“O crédito para instalação de placa solar está em franca expansão em sintonia com o crescimento do próprio mercado. Além de ser um investimento ao patrimônio, o financiamento para o sistema de geração de energia limpa tem parcela fixa durante todo o contrato, ou seja, enquanto a conta de luz aumenta todo ano. Dessa forma, a economia do cliente aumenta progressivamente. Se hoje há uma economia de R$100 na conta de luz, daqui a dois anos, poderá chegar a R$ 115. E, quando acabar a prestação, vai economizar R$ 800 ao mês”, destaca Daniel Monteiro, superintendente de Produtos Varejo do banco BV.

Preços praticados que foram usados como premissa:

Sistema 2,07 kwp: R$ 14.550,36

Sistema 3,45 kwp: R$18.760,03

Sistema 5,52 kwp: R$ 24.012,82

Sistema 8,28 kwp: R$ 35.892,36

Sistema 10,69 kwp: R$ 44.279,92

Sistema 16,56 kwp: R$ 60.859,90

Sistema 20,7 kwp: R$ 73.752,67

Sistema 52,44 kwp: R$ 170.112,91

Sistema 102,47 kwp: R$ 332.535,26

Sistema 310,5 kWp: R$ 975.135,25
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