27/04/2016

Segmento de geração solar vai investir R$ 12,5 bilhões até 2018

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Valor Econômico 

O setor de geração de energia solar vai investir R$ 12,5 bilhões até 2018 na construção de 99 projetos contratados em leilões entre 2013 e 2015, de acordo com estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Segundo a entidade, somados, esses projetos têm 3,3 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, quase o volume total da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, de 3,5 mil MW. A instituição calcula que a carteira atual de projetos em desenvolvimento possa gerar até 60 mil empregos.

"Investimentos na área de energia solar fotovoltaica podem ajudar sensivelmente o Brasil a gerar novos empregos de qualidade no momento em que o Brasil está de fato precisando de mais empregos", diz Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.

A entidade espera que sejam contratados outros 2 mil MW de projetos de energia solar fotovoltaica nos dois leilões de energia de reserva previstos para este ano, em julho e outubro. Segundo Sauaia, a contratação desse montante de energia resultará em um volume de demanda por equipamentos que motivará a instalação de fabricantes de componentes de geração de energia solar no Brasil.

Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já existem 20 equipamentos de energia solar credenciados na linha Finame, produzidos por 17 fabricantes. Desse total, cinco empresas são indústrias nacionais que produzem localmente painéis fotovoltaicos para geração solar, sendo que apenas uma delas tem capacidade para fornecer sistemas de grande porte, voltados para atender à demanda dos leilões. Os demais fornecem para projetos de menor porte, instalados em prédios e residências.

Segundo Sauaia, porém, há um gargalo para a fabricação de módulos fotovoltaicos no país, criado pela alta carga tributária. "Em alguns casos, o insumo produtivo no Brasil chega a custar 50% mais caro que no mercado internacional. E esse custo é unicamente causado por imposto", disse, propondo a criação de uma política industrial.

Questionado sobre o preço ideal para a energia solar nos próximos leilões, Sauaia não quis falar em números, mas disse que o governo tem acertado na definição dos preços-teto para as licitações. "Entendo que o governo deve manter um nível de preços realista, factível". Nos dois leilões do ano passado, os preços-teto foram de R$ 349 por megawatt-hora (MWh) e R$ 381/MWh. Nesses leilões, os preços médios negociados foram R$ 301,79/MWh e R$ 297,75/MWh, respectivamente.
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