20/09/2020

Uberlândia é a maior geradora de energia fotovoltaica do Brasil; veja vantagens do sistema

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G1 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, município do Triângulo Mineiro gera 1,3% de toda a energia solar produzida no país.

Uberlândia é a cidade que mais gera energia elétrica fotovoltaica do Brasil. A informação foi divulgada no início de agosto pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que informou que o município do Triângulo Mineiro ultrapassou o Rio de Janeiro (RJ), maior gerador até então.

O ranking foi atualizado a partir dos dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em julho de 2020. Veja abaizo como funciona e quais são as vantagens do sistema instalado em casas e estabelecimentos comerciais.

Ranking

Segundo o ranking da Absolar, Uberlândia tem 40,6 megawatts (MW) de potência instalada, o que representa 6,5% de toda a energia elétrica produzida a partir de fonte solar em Minas Gerais, e 1,3% da produção nacional. Esta energia gerada pelas unidades fotovoltaicas instaladas seria capaz de abastecer 12 mil casas com consumo médio de 400 KWh/mês.

A cidade do Triângulo Mineiro tem produção superior a de capitais que se destacam no setor como Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Brasília (DF) e Teresina (PI), que completam o ranking das cinco maiores produtoras.

Ainda conforme a associação, o município quase triplicou a capacidade de produção em um ano. Em julho de 2019, foram produzidos 14,8 MW e no mesmo mês de 2020 foram 40,6 MW. Somente entre junho e julho deste ano, a produção aumentou 36,2%.

De acordo com informações da Aneel, a potência instalada em Uberlândia é produzida em 2.675 unidades geradoras, e é distribuída para 3.323 unidades consumidoras. Os dados foram atualizados em 11 de agosto.

Vantagens

De acordo com o professor da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (Feelt/UFU), Luiz Carlos Gomes, entre as vantagens do sistema está a redução de gastos para governos, empresas, produtores rurais e cidadãos que passam a gerar a própria energia elétrica.

Há redução de perdas de energia com a transmissão e distribuição, uma vez que a energia elétrica pode ser gerada próximo ao local de consumo — afirmou o docente.

Além disso, o sistema não emite gases que afetam no efeito estufa e não tem necessidade de represamento e alagamento de áreas verdes para a construção de usinas hidrelétricas. A preservação dos recursos hídricos também é apontada pelo professor.

“A energia solar diversifica a matriz elétrica brasileira reduzindo a dependência de hidrelétricas que sofrem com os períodos de seca, e das termoelétricas que atualmente são responsáveis por complementar a produção de energia elétrica, aumentando significativamente o preço para o consumidor final”, acrescentou Luiz Carlos.

O docente também afirmou que um consumidor residencial de pequeno porte pode economizar até R$ 300 na conta de energia elétrica com a instalação de seis a oito módulos fotovoltaicos. Todo o sistema ocupa aproximadamente 16m² do telhado da residência.

O investimento se paga, em média, em quatro anos, e a maioria dos bancos oferece linhas de financiamento com taxas em torno de 0,8% ao mês. Neste cenário, a parcela do financiamento é paga com a economia na conta — completou.

Ainda segundo Luiz Carlos, caso a produção de energia seja superior ao consumo da residência ou estabelecimento comercial, o excedente pode ser transferido para outra unidade consumidora. No entanto, as faturas de energia elétrica devem ter o mesmo Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Como funciona

De acordo com Kleber Malta, diretor administrativo da Solset Energy, empresa que desenvolve, instala e faz manutenção de sistemas de energia solar fotovoltaica em Uberlândia, as placas captam as partículas eletromagnéticas irradiadas pelo Sol, que passam por um inversor, sendo transformada em energia elétrica para a unidade consumidora.

O projeto é feito por um engenheiro eletricista ou eletrotécnico e leva em consideração o consumo médio de energia a possibilidade de instalação de outros equipamentos, como ar-condicionado, por exemplo — explicou o diretor administrativo.

Custo

Ainda segundo Malta, o custo médio para instalação de um sistema que forneça energia elétrica para uma casa ou estabelecimento comercial que consome, em média, R$ 600 por mês é de R$ 22.500.

“Esse é o valor médio, mas pode aumentar devido a complexidade da instalação, marcas e modelos dos equipamentos utilizados”, concluiu o diretor administrativo.
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