20/12/2017

Usinas solares vão gerar mais de mil empregos em Pernambuco até 2021

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Jornal do Commercio 

Pelo menos 300 empregos diretos e 900 indiretos devem ser gerados com a construção de cinco usinas solares em Pernambuco até janeiro de 2021. Os projetos venceram o leilão de energia A-4, realizado segunda-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e somam R$ 850,1 milhões em investimentos para o Estado. O aporte é o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Piauí, que atraiu investimento de R$ 1,9 bilhão dos R$ 5,6 bilhões em contratos movimentados em todo o Brasil.

Ao todo, foram 25 novos empreendimentos no País, a maioria com foco na geração de energia solar: duas usinas eólicas, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH), uma térmica movida a biomassa e 20 usinas solares fotovoltaicas. Dessas, cinco estão localizadas em Pernambuco.

No Estado, serão construídas as usinas Solar Salgueiro, Solar Salgueiro II e Solar Salgueiro III, da empresa canadense Canadian Solar; e Brígida e Brígida 2, da Solatio Energia.

“Escolhemos Pernambuco, basicamente, por dois fatores: a qualidade da irradiação solar e da conexão no sistema. Nosso investimento no Estado é da casa dos R$ 400 milhões”, detalha o diretor da área de energia da Canadian Solar no Brasil, Gustavo Vajda. A empresa atua no País desde 2013 e já ganhou mais de 480 MW em leilões federais. Mais da metade da energia já está sendo gerada, somente em Minas Gerais. Em Pernambuco, as três usinas serão instaladas no município de Terra Nova, no Sertão pernambucano. O potencial da região foi apontado pelo Atlas Eólico e Solar de Pernambuco, lançado no último mês.

“Estimamos beneficiar diretamente 300 pessoas e, indiretamente, outras 900, já que as usinas irão movimentar outros setores da economia”, argumenta Gustavo Vajda. A reportagem entrou em contato com a Solatio Energia, responsável pela construção de outras duas usinas no Estado, mas não obteve resposta até o fim da tarde de ontem.

LEILÃO

No leilão, o preço médio final das negociações, de R$ 144,51/MWh, representou deságio médio de 54,65% em relação aos preços inicias oferecidos pelo governo. De acordo com estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores do País vão economizar R$ 6,8 bilhões ao longo do prazo de contrato.

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o resultado foi uma “surpresa positiva”. “Esta foi a primeira vez em um leilão de energia elétrica em que projetos da fonte solar fotovoltaica venderamenergia a preços menores do que os de projetos de CGHs, PCHs e termelétricas a biomassa”, destaca Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR.
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