Reunião com o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, para apresentação do estudo contratado pela ABSOLAR e das demandas prioritárias da ABSOLAR para o setor


O Ministro ouviu com atenção a apresentação do estudo da Engenho Consultoria contratado pela ABSOLAR, que demonstra os benefícios em economia aos consumidores e a redução de emissões de gases de efeito estufa que podem ser obtidos por meio da incorporação de energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira. O material demonstrou, com cálculos e análises técnicas, como a contratação de energia solar fotovoltaica é uma decisão desejável do ponto de vista econômico-financeiro, pensando em economia direta aos consumidores do país. O Ministro demonstrou bastante interesse com os valores apresentados e sinalizou abertura para novos estudos e dados que a ABSOLAR possa trazer que contribuam para o tema. Trata-se de uma oportunidade importante para aprofundarmos internamente no âmbito do nosso GT Geração Centralizada.

O Ministro compartilhou com a ABSOLAR, em primeira mão, a importante notícia de que o MME já tomou a decisão de retomar os leilões em 2017 e está planejando realizar um leilão em novembro de 2017. Este leilão não seria um leilão de energia de reserva (LER), mas de energia nova, com separação por fonte. O MME planeja realizar leilões sequenciais, com anos de entrega diferentes (Ministro citou A-4/A-5/A-6), de modo a criar um cronograma planejado de expansão da geração para os próximos anos, atendendo também a uma demanda do setor de maior previsibilidade para suas cadeias produtivas e investidores. As fontes solar fotovoltaica e eólica estão entre as fontes a serem contempladas neste processo de contratação.
 

O Ministro demonstrou sensibilidade com a nossa sinalização da necessidade de um cronograma de transição gradual, caso seja realizada a implementação de uma tarifa binômia no SEB. Apresentamos a recomendação da ABSOLAR de que a data para esta transição seja 31 de dezembro de 2025.

O Ministro também demonstrou sensibilidade quanto à nossa recomendação de que o prêmio de incentivo para renováveis seja diferenciado por fonte e reforçaremos este pedido sempre que possível, por se tratar de um tema que pode prejudicar muito em especial a fonte solar fotovoltaica, da forma atualmente proposta.


 
Tivemos a oportunidade de apresentar ao Ministro dados relevantes sobre a geração de empregos e desenvolvimento trazidas pela fonte solar fotovoltaica, bem como dos benefícios ambientais de nossa fonte. Minha avaliação é de que o Ministro possui mais sensibilidade para a temática social e econômica (geração de empregos e renda) do que para a temática ambiental.

Em resumo, tivemos um balanço bastante positivo da reunião com o Ministro, bem mais animador do que ao final da reunião com o Secretário Paulo Pedrosa.

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